Nova Ordem Mundial

Nova Ordem Mundial
Nova Ordem Mundial, do Angeli

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Da Blog-editoria

Olá Pessoal!
Estou escrevendo somente para dizer que até domingo eu coloco o "Panorama da Semana" e se divirtam com a leitura!
Também gostaria de anunciar o novo Layout deste Blog, com um novo colorido e em breve também teremos um espaço interativo com você, leitor! Também pretendo colocar fotos, mapas e gráficos para tornar a sua leitura mais agradável.
Estamos começando esta fase do blog com duas novas seções: a blog-rapidinhas que você poderá ler comentários curtos e a seção blog-entrevistas que na próxima semana terá sua estréia com a entrevista de um especialista em jornalismo internacional. Não deixem de conferir.
Um abraço e boa leitura!
Renata

Blog-rapidinhas

Blog-rapidinhas 1 - EUA / Kosovo / Tibete
Pertinente e em ótimo momento a declaração do presidente da Venezuela Hugo Chavez sobre os recentes conflitos separatista em Kosovo e no Tibete. Segundo Chavez, o apoio dos Estados Unidos à independência do Kosovo e do Tibete se justificam por um interesse em enfraquecer a Rússia e a China. Inclusive, nesta semana acompanhei alguns artigos sobre o uso de agências humanitárias americanas no fornecimento de infra-estrutura para países em crise política, principalmente que estão envolvidos em conflitos separatistas. Segundo os artigos publicados, (ainda pretendo estudar melhor este material) os Estados Unidos se utilizam da política de "ajuda humanitária", principalmente em países pertencentes da ex-Iugoslávia com o objetivo de torná-los dependentes de sua "ajuda" e assim, "impor" consequentemente uma dependência econômica, estrutural, com a justificativa de "auxíliar numa construção democrática"...
Blog-rapidinhas 2 - EUA / OTAN
"A Guerra Fria não acabou, só que, agora o representante da vertente capitalista se utiliza de estratégias mais moderadas ou de uma política externa menos declarada". É interessante observar as mudanças na geopolítica mundial após a queda do sistema socialista e a predominância do sistema capitalista. O início dos trâmites para adesão da Albânia à OTAN e o recente interesse da OTAN em incorporar ao bloco a Ucrânia e a Geórgia, antigas repúblicas da ex-União Soviética e ex- integrantes do Pacto de Varsóvia, suscitam uma discussão mais ampla em relação à política imperialista norte-americana.
Blog-rapidinhas 2 - Colômbia / França
Retornou para a França a missão humanitária encarregada de prestar auxílio médico à Ingrid Betancourt, sequestrada pelas FARCs há 6 anos. Segundo as FARCs, a senadora franco-colombiana estaria sofrendo de diversas doenças e seu estado de saúde era muito grave. Não sei se, nessas condições, Ingrid resistiria por tanto tempo, afinal, sua última foto divulgada foi no ano passado e não há provas de que ela ainda esteja viva. E qual seria o interesse das FARCs em divulgar a sua morte? Afinal, sua morte poderia trazer graves consequências envolvendo a França, a Colômbia e provavelmente Estados Unidos e Venezuela....

"A PRÓSPERA ILHA"

"I have a dream", quem não se lembra da célebre frase pronunciada por Martin Luther King? Pois outro dia assisti ao Programa "Sem Fronteiras" da Globonews, sobre a possibilidade de Barack Obama ser eleito presidente dos Estados Unidos e referenciava a luta pelos direitos civis dos negros e fiquei com esta frase na cabeça... Pois, "I had a dream", literalmente. Sonhei com a Ilha de Próspero, descrita por Shakespeare na peça "A tempestade". A minha ilha se parece muito com a Ilha de Próspero e as pessoas que lá habitavam. Mas na minha ilha reinava a solidariedade entre os povos. Conceitos de raça, racismo, imperialismo, dominação, fronteiras, estado-nação não existiam. Na Ilha, o espírito de solidariedade prevalecia sobre os povos... Escrita em 1611, "A Tempestade", última obra de Shakespeare, expõe nitidamente os conceitos de fortuna e virtú, introduzidos por Maquiavel, em "O Príncipe". Gostaria de pensar quem habitaria a Ilha de Próspero nos dias de hoje... Fica aí a minha proposta: quem você colocaria no barquinho e mandaria para a Ilha de Próspero? A Dilma Roussef, o Lula, o Dirceu, o Severino Cavalcanti, o Serra, a Marta Suplicy, a Heloísa Helena... Acho que o barquinho se afundaria, mas tudo bem, fica a proposta para aqueles que entenderam a metáfora...

sexta-feira, 21 de março de 2008

A RELATIVIDADE DOS CONCEITOS

Tenho duas observações a fazer sobre o campo teórico da esfera internacional. Sinto um enorme vácuo na formulação dos conceitos que abrangem esta área. Por exemplo, não sei muito bem o conceito de "raça" (embora saiba que a raça em si não mais existe), o conceito de racismo e, o mais crítico de todos, o conceito de nacionalismo e terrorismo. De quem é a competência para definir estes conceitos? São conceitos amplamente disseminados erroneamente por jornalistas (e muitos nem se preocupam com isso, pois é tarefa da área de Ciências Sociais, mas enfim, também nos atinge...) Estes conceitos são muito fragmentados, não há uma unidade, uma coerência lógica entre eles. O que podemos perceber deste vazio é que ele é preenchido pela concepção ideológica de cada cientista, por exemplo, se um teórico marxista for descrever o que é fundamentalismo, ou terrorismo, terá uma visão. Mas confira estes conceitos ao serem defendidos por um teórico anarquista, ou liberal, a questão muda de figura. O fato é que estamos aqui lidando com Ciências Humanas e como o próprio nome já diz, não é exata e portanto "a relatividade" dos conceitos é maior... Proponho aqui a formulação de um novo tipo de ciência: "Ciências Internacionais". Fica aí a proposta. E está passando da hora.
Minha segunda observação sobre o vácuo no campo das referências teóricas foi sobre a fragilidade e a não-sustentação de alguns conceitos. Como posso dizer que as "fronteiras nacionais são inventadas", que "as identidades são fabricadas", que o próprio conceito de "política" foi forjado? Vou começar a achar que eu mesma não existo, esta aqui que vos escreve é uma "projeção do inconsciente de um grupo de leitores que gostariam de ler sobre este assunto e me criaram, então eu também não existo senão em um ambiente virtual". O vocabulário internacional tem destes problemas técnicos. Mas qual deve ser minha referência quando tudo é relativo? O que é "o real" quando o próprio conceito de "real" é relativo? Posso dizer que "o real" é simplesmente uma crença individual subordinada ao tempo e ao espaço? Então, "o real" é relativo, cada pessoa cultiva o que considera real. Sendo assim, sendo o real uma invenção de nosso imaginário, nossa existência está condicionada ao nosso imaginário.

Mas aí surge outro problema: se o real é relativo, as leis e a constituição também o são. Vejamos um exemplo: para mim, eu posso matar alguém e usar minha religião como justificativa, ou usar a desculpa de que precisava matar para roubar esta pessoa e assim comprar comida para meus filhos que estavam morrendo de fome... Sendo assim, meus atos estão subordinados à minha realidade, então, posso matar e estará tudo bem. Sendo assim, as leis e a constituição que regulam o convívio social não fazem sentido, pois cada um deveria seguir a sua própria realidade... Complicado isso: minha realidade particular deve se sobrepor às instituições que regulam a sociedade (pensem nas consequências disto) ou as normas, regras e tudo mais deve conduzir meu comportamento em sociedade?

NOSSAS FRONTEIRAS IMAGINÁRIAS - NOSSOS RANCORES IMAGINÁRIOS

Nas últimas semanas acompanhamos alguns episódios que têm se tornado cada vez mais comuns desde o século XX. Brasileiros que viajavam para a Espanha foram impedidos de entrar no país e deportados para o Brasil. Em resposta, o Brasil procedeu da mesma forma, deportando espanhóis que quisessem entrar no país. Uma crise diplomática? Uma crise de fronteiras? Qual a relação desta crise com aquela desencadeada pela Colômbia que invadiu o território do Equador com a justificativa de combater as FARC? Estes dois episódios demonstram uma radicalização dos sentimentos nacionalistas na preservação de fronteiras de um país, algo que, se fosse pensado há algum tempo quando as fronteiras ainda não haviam sido "construídas" ou "imaginadas", não faria o menor sentido. Essa questão foi retratada no livro "Nações e nacionalismos desde 1780", por Eric Hobsbawm. Gostaria ainda de ilustrar este episódio com um trecho retirado do livro "Jornalismo Internacional", do João Batista Natali:
"Se hoje um determinado país estrangeiro invadir nosso território, nós nos sentiremos inequivocamente aviltados em nosso nacionalismo. O estado-nação é, em nosso imaginário, algo inviolável. Pois bem: no finzinho do século XVIII e no começo do século XIX inexistia na cabeça das pessoas algo assemelhado ao nacionalismo tal como ele funciona hoje, com seus múltiplos discursos que atribuem identidade a determinado povo e segregam as comunidades internas e externas que não fazem parte dele." Estes conceitos que vêm sendo amplamente discutidos na esfera internacional e regem os principais conflitos mundiais contemporâneos são frutos desta "construção de fronteiras imaginárias", algo impensável antes da Revolução Francesa. Podemos dizer que à medida em que o homem impôs alguns limites geográficos, foram gerados sentimentos ultranacionalistas e de repulsa às comunidades que não estivessem dentro destas fronteiras. Como consequência, podemos verificar o racismo, a xenofobia, as políticas de restrição à imigrantes... No aspecto prático, as várias guerras travadas e os movimentos separatistas.

domingo, 9 de março de 2008

Panorama da Semana – 1 a 9 de Março

Nesta semana a notícia de destaque no cenário internacional foi a crise diplomática envolvendo três países da América Latina: Colômbia, Equador e Venezuela. Esta crise teve início no assassinato do número 2 das FARC, Raúl Reyes, por militares colombianos em território equatoriano. Este fato foi duramente rechaçado pelo presidente do Equador, Rafael Corrêa que acusou a Colômbia de violação dos príncípios do direito internacional ao ultrapassar a fronteira do seu país, ferindo a soberania do Estado. Após o assassinato de Raúl Reyes, o material apreendido forneceu evidências de um vínculo entre as FARC e o presidente da Venezuela Hugo Chávez. Uribe acusou Chávez de financiar a “guerrilha terrorista” FARC e estes episódios resultaram na expulsão de representantes diplomáticos da Colômbia que estavam no Equador e na Venezuela. O episódio não se resume em um fato isolado, mas na consequência de “barril de pólvora”, prestes a explodir. Apesar de grande parte da mídia defender o argumento de que as FARC são uma guerrilha terrorista envolvida com o narcotráfico, este argumento é insustentável. A realidade, segundo observadores mais atentos, é que o governo colombiano se aliou aos EUA com o objetivo de dominar as FARC, mas, até então, qual é o interesse estratégico dos Estados Unidos nesta história? Pelo que conhecemos, a política externa imperialista norte-americana se envolve em questões internas de outros países, desde que isto interfira em seus interesses. Os Estados Unidos passam por uma séria crise financeira, derivada do mercado de crédito imobiliário, resultando em prejuízos bancários, como os divulgados recentemente pelo Citybank e pelo Merrill Lynch. As reservas externas americanas têm capacidade para mais um ano. Depois deste período, os EUA estarão dependentes dos países exportadores de petróleo e nada mais lógico que buscar “parceiros” nesta empreitada. Antes da Colômbia, a alternativa foi o domínio das reservas de petróleo do Iraque, baseada na justificativa de uma guerra contra o terrorismo e, parece que, por lá não alcançaram este objetivo. Então, resolveram investir na segunda opção: Colômbia. Mais uma vez a justificativa foi a mesma: guerra contra o terrorismo. Alguém saberia me dizer, porque é tão difícil definir o conceito de terrorismo? A própria ONU não tem interesse em ser clara. Se definirmos o conceito, o principal prejudicado seriam os Estados Unidos, que cometem atos terroristas em nome da defesa da democracia. Que tipo de democracia é esta que intervém na política interna de diversos países, algo que foge de sua competência e institui prisões como Guantánamo e Abu Graib, que ferem o direito de defesa do cidadão impedindo-o de ter um julgamento justo? “Façam o que eu digo mas não façam o que eu faço”, são os princípios básicos da política externa norte-americana. Os interesses dos EUA no Iraque foram “projetados” para a Colômbia no intuito de garantir suas reservas de petróleo. E a guerra contra o terrorismo e a favor da democracia é um pretexto um tanto plausível. Depois da intervenção da OEA na tentativa de solucionar o conflito, me parece que agora, a hostilidade será amenizada. Mas a qualquer momento pode voltar. O que podemos concluir desta situação é que Álvaro Uribe e as forças imperialistas dos Estados Unidos estão perdendo suas forças. E o cenário continua o mesmo. De um lado, FARC, Equador e Venezuela e do outro, Colômbia e Estados Unidos.
Somente um parênteses da cobertura da mídia brasileira neste caso. Foi intensamente abordado qual deveria ser a posição do Brasil neste conflito. Não acredito que o Brasil se manifestará de alguma forma, nem ao lado da Colômbia e muito menos ao lado da Venezuela e Equador. A política externa brasileira se caracteriza pelo seu pragmatismo, portanto, qualquer um dos lados que o Brasil se posicionar pode lhe trazer prejuízos. Acho que não vai sair do lugar. O risco de se comprometer é grande. É o típico: se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Mas alguma posição o bicho tem que tomar.
P.S. Para quem quiser se informar melhor sobre democracia, o canal Futura está com uma programação bem diversificada, com vários documentários sobre este assunto e serão exibidos o ano inteiro. A revista “Le Monde Diplomatique” do mês passado trouxe algumas matérias interessantes sobre o assunto. Sobre terrorismo, a revista “Entre Livros” trouxe no ano passado uma edição especial sobre o assunto. Fontes, referências, tem de tudo um pouco.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

PANORAMA INTERNACIONAL - FATOS E FOCOS DAS DUAS ÚLTIMAS SEMANAS

O cenário internacional tem vivido dias de intensa agitação nas últimas duas semanas. Começando por Cuba, Fidel Castro renunciou ao mandato de Presidente e Chefe das Forças Armadas, cargo que ocupou nos últimos 49 anos, desde a Revolução Cubana, em 1959, que instituiu o regime socialista na Ilha. A pergunta que predominou no noticiário internacional foi: Qual será o destino de Cuba nos próximos anos, e, o país manterá o regime socialista ou haverá uma abertura de mercados? Pelo que pude acompanhar, há um predomínio na mídia em glorificar e comemorar a saída deste que conseguiu erradicar o analfabetismo, promover uma melhor distribuição de renda, entre outras vitórias. É nítida a parcialidade de nossa mídia na cobertura internacional. A capa da revista Veja "Já vai tarde", é um claro exemplo disto. Por outro lado, a falta de informação contribui para esta visão parcial dos fatos. Resolvi reler o livro "A Ilha", de Fernando de Morais, por acaso, alguns dias antes da renúncia de Fidel. À medida em que avançava no livro, pude acompanhar o noticiário e alguns documentários sobre a Ilha. Há muita discrepância de conteúdo e abordagens "superficiais". Como o próprio autor do livro disse: É impossível entender a realidade de um país sem conhecê-lo pessoalmente e eu concordo. Este é um erro que muitos cometem: julgar sem o conhecimento necessário. Não conheço Cuba, mas alguns dados do livro em relação aos índices sociais demonstram que o regime de Fidel funcionou. Ainda pretendo voltar a este assunto. Por enquanto, vale a pena a leitura deste livro. Para concluir, fazendo um balanço dos especialistas em Cuba que foram ouvidos pela mídia, a maioria deles foi cautelosa em emitir uma opinião.
Sobre o futuro de Cuba, baseado nos últimos depoimentos de Raúl Castro, irmão de Fidel que assumiu o poder, o regime se manterá o mesmo, mas ainda pode haver uma relativa abertura econômica, principalmente no setor de turismo. Cuba passa por problemas estruturais básicos desde o rompimento da Rússia (ex-URSS) com o bloco socialista, de onde vinha maior parte dos recursos.
EUA e Cuba
Na corrida pelas prévias à presidência dos Estados Unidos, os candidatos do partido Democrata, Hillary Clinton e Barack Obama e o Republicano John McCain, logo se apressaram em emitir suas opiniões e demontraram o interesse em estabelecer um diálogo com Cuba.

Eu, pessoalmente, acredito acredito que após sua renúncia, Fidel estará mais atuante ainda, pois agora a mídia lhe dará uma trégua e ele poderá agir sem a presença de tantos holofotes.

Kosovo
A autoproclamação de independência da província da ex-União Soviética, Kosovo, dividiu a comunidade internacional. De um lado, Estados Unidos e a maioria dos países da União Européia demonstraram aprovação. Do outro, Rússia, Espanha, Turquia e Sérvia temem que este fato possa gerar uma onda de movimentos separatistas. A minoria sérvia também se posicionou contra a independência de Kosovo. Neste momento, duas questões se impõem: como está estruturado este novo país, institucionalmente? E, havendo um organismo de regulação internacional, com poder e autonomia (pelo menos teoricamente) não deveria interceder de forma mais efetiva neste processo? A primeira questão ainda não tenho condições de responder. Entretanto, a segunda questão, posso arriscar algumas hipóteses: na teoria, a ONU deveria interferir, garantindo a segurança e contribuindo para estruturar o país. Considerando a ineficiência deste órgão em legislar, julgar e garantir questões que estão dentro do seu escopo, Kosovo fica vulnerável às potências dominantes no cenário internacional.
Paquistão
O partido de oposição do governo paquistanês, representantes de Benazir Bhutto, líder política assassinada no final do ano passado, adquiriu maioria nas eleições parlamentares. Qual o significado deste fato no cenário internacional? Esta vitória pode significar a perda de apoio ao atual presidente Pervez Musharraf, aliado dos EUA na luta contra o "terrorismo". Devido à proximidade e às relações com o Afeganistão, o "ditador" era considerado peça fundamental da política externa norte-americana em combate à rede terrorista Al Qaeda. A pergunta que se coloca é: quais as perspectivas para este país, no caso de assumir um governo anti-EUA?
RÚSSIA
No próximo Domingo, (2) o atual presidente da Rússia, Vladimir Putin, passará o cargo de presidente da Rússia e assume o cargo de primeiro ministro. Depois de uma história de anos anos de regime socialista, (mal sucedido, mas esta reflexão não cabe neste momento), Putin conseguiu inserir a Rússia no cenário internacional capitalista. Estruturou as instituições, organizou o estado e a economia interna e contribuiu para o crescimento do país. Como a constituição russa não permite que um presidente seja reeleito mais de uma vez (ele já está em seu segundo mandato) Putin mudará de cargo, mas se manterá no poder.

LULA E OBAMA, MISSÃO "QUASE" IMPOSSÍVEL.

Quando o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva concorreu às eleições para a presidência pela primeira vez, o país ansiava por mudanças. Mudanças estruturais, reformas sociais, distribuição de renda, um aspecto deficiente do governo anterior de Fernando Henrique Cardoso. Lula era um idealista.
O senador dos Estados Unidos, Barack Obama, está concorrendo pelo partido democrata às eleições presidenciais americanas e o país anseia por mudanças. Mudanças internas, econômicas, política externa. O discurso de Obama está correspondendo, até o momento, às expectativas do povo americano. Obama é um idealista.
Torço para que Obama vença as eleições americanas. Acredito em suas posições e seu caráter. Mas não acredito nos que o cercam. E como não há como governar sozinho, temo que ele seja fraco. Não sei até que ponto Obama terá o pulso firme necessário para vencer as forças capitalistas, o FMI, o Banco Mundial e os diversos interesses político-econômicos norte-americanos. Espero que ele não decepcione o povo americano. Assim como nós nos decepcionamos.

A OBVIEDADE DA HISTÓRIA

A obviedade da História me fascina. Me fascina pelo simples fato de ser óbvia. É um ciclo que se refaz, se autodestrói e se autoconstrói continuamente. E os autores vão sendo substituídos no tempo e no espaço. O século XX foi um exemplo disto. Iniciamos este século num embate inescrupuloso representado por divergências entre as forças capitalistas e as socialistas. O episódio que melhor representa esta fase foi a tentativa de implantação do socialismo na Rússia, através da Revolução Russa de 1917, fundamentada em princípios marxistas. Com a Revolução Russa seguiram-se outras tentativas de implantação do socialismo, como a China de Mao Tsé Tung e a Cuba de Fidel Castro e Che Guevara, para não antecedermos um pouco mais na América Latina de Simón Bolívar. Não pretendo expor aqui os princípios de cada uma das correntes ideológicas, somente compreender a história atual a partir de uma síntese cronológica, o fio condutor que liga e conduz as sociedades. Partindo para o outro lado, desenvolver-se um sistema capitalista, já iniciado na revolução industrial, na Inglaterra, e no século XX, desponstava nos Estados Unidos. Em meio a este embate de sistemas, ideologias, realidades desiguais, alguns valores capitalistas foram se sobrepondo e surgindo uma necessidade de acumulação de poder. O homem percebeu que podia ter mais do que tinha e ser mais do que era. E se achou melhor que os outros. Com isso, achou que tinha o direito de tomar para si, o que era dos outros. E foi buscar. Achando não ser suficiente, considerou-se superior e achou que seus direitos eram maiores que os dos outros. É a era da ganância, do poder e da ambição. E resolveu estender suas fronteiras. Sua casa ficou pequena para sua família e achou que tinha o direito de pegar para si a casa dos outros. E achou que os outros não podiam ter casa, só ele, pois era superior. E achou que só ele sabia decorar, arrumar os móveis... E foi assim que começou o imperialismo.
Mas os verdadeiros donos das casas não podiam aceitar passivamente. E foi assim que começaram as guerras. Duas guerras mundiais e o massacre dos judeus no Holocausto. Hoje, já fazem parte de nosso vocabulário palavras que até um tempo atrás não eram comuns, e ainda nem temos uma definição clara para elas, só sabemos que refletem muito o ambiente atual que vivemos. São elas: fundamentalismo e terrorismo. Embora ainda não exista um consenso sobre suas definições, tentei traçar, em linhas gerais um significado. Fundamentalismo pode ser interpretado como fanatismo, isto é, grupos que defendem alguns valores (na maioria das vezes baseados numa religião) e argumentam serem verdades inquestionáveis. Há controvérsias! Afinal, como posso querer converncer o meu vizinho de que o que eu penso está certo e o que ele pensa está errado? Cada um tem a sua própria verdade. Embora eu não concorde com a sua verdade eu devo aceitá-la. No caso do terrorismo, na minha interpretação, é um mecanismo de diálogo e ação de grupos (normalmente excluídos da ordem que prevalece a maioria, "financiados" pelo estado ou não) que buscam reivindicar direitos de minorias e para isso usam de estratégias "pouco convencionais".
Na política interna cada Estado tem a sua autonomia, ou pelo menos é assim que deveria funcionar. E quem se responsabiliza pela relação entre os Estados? Numa terra sem leis nem regras, faz-se a lei do mais forte. Este é um problema crucial para o início do século XXI. Quando as decisões vão além do âmbito local, é preciso um mecanismo de regulação, imparcial, neutro, legal e com instituições sólidas que consiga promover a paz e a integração. O problema é quando o organismo criado para esta finalidade, não é reconhecido ou respeitado, perdendo seu caráter legítimo. Sendo assim, perde-se o sentido de sua existência. Atualmente, com o prevalecimento do capitalismo sobre o socialismo (apesar da existência de alguns casos isolados) e com a descolonização, povos voltam para suas casas que haviam sido roubadas e isto gera um novo problema, encontram uma nova realidade e muitas dificuldades de adaptação. Os movimentos separatistas tornam-se acirrados, veja a recente independência de Kosovo. Isto sem contar nos conflitos étnicos ocasionados por uma população excluída e marginalizada.

"O fio invisível que liga os homens é o mesmo fio que os separa"

sábado, 16 de fevereiro de 2008

PANORAMA DA SEMANA – 10 a 16 de Fevereiro

E a disputa das prévias eleitorais americanas continua acirrada. Do lado dos Republicanos, McCain lidera sozinho. Barack Obama e Hillary Clinton continuam no páreo pelo partido Democrata. Ela, usando de uma estratégia mais agressiva com críticas ao concorrente, já mudou de assessor na campanha, já distribuiu chocolates aos jornalistas no Valentine's Day, enfim, tem feito de tudo para chamar a atenção e amarga uma possível derrota. Ele, tem se destacado através de um discurso idealista e propostas de mudanças, anseio nítido da população. Muita coisa ainda tem para acontecer. Temos ainda um ano inteiro pela frente, permeado de muita discussão e conflitos. Vamos acompanhando e ver no que vai dar. A pegunta que fica, para nós, brasileiros é: qual destes será capaz de desenvolver uma política externa menos agressiva e manipuladora, conciliar os interesses internos, mas respeitando o Direito Internacional, promover uma política mais justa em relação aos imigrantes e conter uma possível recessão econômica? A pergunta é esta. Mas ainda temos alguns meses para amargar por uma resposta.
Crises de legitimidade dos Estados. Processos de Independência conflituosos. Civis x atores políticos. Crises do institucionais dos Estados. Estes foram os assuntos que dominaram o cenário político internacional nesta última semana. Independência de Kosovo, Eleições no Paquistão e Crise institucional no Timor Leste.

Kosovo
Em matéria publicada na Folha de São Paulo, o premiê do Kosovo, Hashim Thaci, afirmou que amanhã será proclamada a independência de Kosovo em relação à Sérvia. Os Estados Unidos e alguns países da UE (União Européia) expressaram nas últimas semanas a intenção de reconhecer a independência de Kosovo logo depois de sua proclamação. Porém, autoridades de Belgrado, apoiadas pela Rússia e os sérvios que vivem em Kosovo, que representam pouco menos de 10% da população, são opostos à independência da província. O ministro do Exterior da Sérvia, Vuk Jeremic, pediu ao Conselho de Segurança da ONU que se oponha à independência de Kosovo. Jeremic disse que a Sérvia não vai usar a força para impedir a separação, mas advertiu que a independência representaria um sinal verde para outros movimentos separatistas. A maioria kosovar de origem albanesa deve declarar a independência nos próximos dias. A ONU administrava Kosovo até dezembro de 2007, desde que uma campanha militar da OTAN expulsou as forças sérvias acusadas de perseguir a maioria de origem albanesa da província, em 1999. O processo de independência de Kosovo reflete um dos problemas mais frequentes atualmente no cenário internacional: conflitos de minorias étnicas e diversidade cultural, este assunto pode render uma boa pauta.

Paquistão
O Paquistão realiza eleições parlamentares na próxima segunda-feira (18), após quase um ano de crise política que enfraqueceu o ditador Pervez Musharraf e culminou no assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em 27 de dezembro de 2007. A instabilidade teve início em março de 2007, quando Musharraf afastou o presidente do Supremo Tribunal, Iftikhar Chaudhry e gerou uma onda de protestos de advogados e da oposição. O clima de expectativa em relação às eleições é grande devido às possibilidades de fraudes. Uma boa pauta é em relação à ligação do atual presidente Musharraf com os Estados Unidos.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Panorama da Semana – 14 a 20 de janeiro

Fatos importantes no cenário internacional:
África - Quênia
Continua a onda de violência e protestos no Quênia. A capital, Nairóbi, tem sido vítima de uma série de ataques de um grupo de opositores que acusa o atual presidente Mwai Kibaki de ter se reeleito por fraudes. Apesar das tentativas de discussão da Comunidade Internacional em solucionar o conflito, inclusive com a presença de Kofi Annan, ambas as partes do conflito ainda não conseguiram se entender. Os conflitos têm trazido sérios prejuízos ao país, principalmente na área econômica, pois ocupa posição estratégica na África. Além das razões políticas, o conflito também tem origens em raízes étnicas, pois o país tem no poder uma mesma etnia há décadas, os Kikuyo. Isso levanta uma reflexão. Recentemente li a análise de um crítico do período da descolonização africana. (Sou péssima de nomes, mas vou procurar encontrar o artigo) Sou contra (por razões óbvias) da política expansionista e colonizadora européia, mas o artigo que eu li, fazia alguns comentários que faziam bastante coerência sobre o período que os países africanos ainda eram colônias e o período pós independência e comparava questões ligadas ao desenvolvimento estrutural destes países antes e hoje. Vou tentar encontrar este artigo e vocês vão me entender.
América Latina – Guatemala / Cuba
Lula foi esta semana à Guatemala para a posse do presidente eleito Álvaro Colom. Aproveitando, ele deu uma “esticadinha” à Cuba para visitar o amigo Fidel Castro. Fidel, 81 anos, está afastado do governo há cerca de dois anos. Li hoje, na Folha de São Paulo, que Fidel irá concorrer às próximas eleições parlamentares, na semana que vem. As eleições não são obrigatórias, mas cerca de 95% da população vota, pois há um esquema de “votação obrigatória implícita”.
Bolívia
Continuando na linha de governos de esquerdistas na América Latina (um fenômeno interessante que merece ser melhor abordado posteriormente) chegamos ao caso da Bolívia. Esta semana completa dois anos de mandato do presidente Evo Morales e um dos maiores “trunfos” de sua gestão ainda está em discussão: a aprovação da nova constituição, que proporcionará um maior reconhecimento às populações indígenas. Morales tem enfrentado uma forte oposição de alguns estados que propõem a independência de La Paz e uma maior autonomia em suas questões internas. Morales tem feito um trabalho voltado para a garantia das reservas naturais e nacionalização, mas tem enfrentado muitos problemas com a oposição. Esta característica tem marcado diversos governos da América Latina.
Colômbia
A mídia nacional e internacional explorou durante toda a semana o caso das ex-reféns, libertadas pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Histórias de vida no cativeiro, o filho da refém libertada e histórias dos que ainda estão presos tomaram conta do noticiário. Poucas foram as reflexões sobre o real papel das FARC. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez fez uma declaração de que as FARC não deveriam serem consideradas um grupo terrorista, o que despertou indignação da mídia e da comunidade internacional. Compreendemos o drama das vítimas de sequestros e seus familiares, mas não se deve abordar o problema pelas suas consequências e sim, pelas causas. Na minha opinião, o drama das vítimas é a consequência de um grupo que age dessa forma para ganhar visibilidade e pressionar o governo colombiano. Ainda não posso emitir muitas opiniões, mas deve-se estudar a causa deste conflito e não se ater somente em suas consequências para a sociedade. As FARC fazem reflexões muito mais profundas em relação à política interna da Colômbia, à nacionalização dos recursos e à não-interferência da política imperialista americana. É preciso ficar atento a isso.
EUA
Eleições americanas. Vamos tocar neste assunto o ano inteiro, tentando sempre dar um panorama geral da semana, farei observações mais abrangentes, se meu leitor me permitir. Esta semana, a democrata Hillary Clinton deu uma guinada, superando Barack Obama ( e minhas expectativas também). Acho que algo que contribuiu para o prevalecimento de Hillary, foi seu conhecimento sobre a atual situação econômica nos Estados Unidos e a coerência de suas propostas, que deixou bem claro seu conhecimento do assunto. Os demais candidatos, inclusive dentre os republicanos revelaram uma certa incapacidade e desconhecimento em lidar com este assunto.
EUA
Recessão nos Estados Unidos. Mais uma crise econômica atinge os EUA. A última crise séria foi em 2001. Analistas divergem se esta crise afetará ou não o Brasil. Dois dos maiores bancos americanos tiveram enormes prejuízos: Citybank e Meryll. O mercado consumidor americano está encolhendo. Com base nisso, o presidente Bush anunciou uma série de medidas econômicas, dentre elas, a redução de impostos. Ainda não vou comentar sobre este assunto. Pretendo em breve, fazer uma reflexão mais elaborada sobre esta crise. Algo como: causas e consequências e buscar referências nas crises de 1929 (Crash da bolsa) e de 1979 (Crise do petróleo). Volto neste assunto em breve.
Uma boa semana a todos!
Abraços,
Renata

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Olá !
Até domingo eu coloco o "Panorama da Semana" com notícias Internacionais e esta semana que foi muito produtiva também vou trazer dicas de livros e filmes (que valem a pena e aqueles que você não deve perder seu tempo como eu fiz!) Só estou entrando rapidinho para deixar um comentário, já que estou elaborando um trabalho sobre as FARC, o nível de desaprovação e desconhecimento sobre a guerrilha e gostaria de colocar algumas reflexões: "Ser marxista não é ser terrorista! O que deve ser questionado no caso da violência usada pelas FARC é: Os fins justificam tais meios? Defender uma causa, embora para isso se use métodos pouco convencionais em nome de uma causa maior não deve ser considerado terrorismo. É repugnante pensar nisso. Se, lutar a favor de igualdade, de justiça social, embora alguns tenham que pagar um preço por isso for considerado terrorismo, então, lutar a favor do capitalismo e da ideologia imperialista dos Estados Unidos (lembre-se das vítimas da guerra do Iraque e de outras "guerras indiretas"), também deveria ser considerado terrorismo. Na luta pelo socialismo é inadmissível que se façam vítimas e na luta pelo capitalismo, elas são somente "mais vítimas do sistema"... Contraditório, não é mesmo?

domingo, 13 de janeiro de 2008

Panorama da Semana
Um olhar sobre os acontecimentos internacionais
A semana de 7 à 13 de janeiro de 2008 foi marcada por três acontecimentos principais no campo internacional: manifestações da oposição no Quênia, eleições americanas e ascenção do candidato democrata dos Estados Unidos Barack Obama e a libertação de duas reféns das FARCs, através da intermediação do presidente venezuelano Hugo Chávez.
Quênia – Nairóbi
A semana foi marcada por manifestações e violência promovidas pela oposição, que alega eleições fraudulentas do presidente reeleito Mwai Kibaki. No último dia 6 de janeiro o Presidente Kibaki chegou a fazer a oferta de coalizão, que foi rechaçada pela oposição. De acordo com o jornal “O Globo”, em notícia publicada no último dia 11, o Movimento Democrático Laranja (ODM), liderado pelo oposicionista Raila Odinga, defendeu a imposição de sanções internacionais contra o governo de Kibaki.
Desde o início dos conflitos, o Quênia atraiu a sede de diversas organizações internacionais e representantes da ONU. Inclusive o ex-secretário-geral da ONU e ganaense Kofi Annan estaria propondo uma reunião com um grupo de africanos na tentativa de resolver a crise.
Desde o dia das eleições, 27 de dezembro de 2007, o conflito já atingiu o total de 500 mortos.
Panorama:
Desde 2002, com Kibaki:
Economia cresceu 5% a 7% ao ano.
Exportação de chá e café.
Investimentos em turismo.
Devido à estabilidade, destino de investimentos estrangeiros, referência na região.
Situação atual
Danos à imagem externa, uma das mais estáveis da África.
Desabastecimento, alta de preços, falta de combustíveis.
Afetou o escoamento da produção, cancelados leilões internacionais.
Bolsa de valores fechada.
Cancelados pacotes turísticos.
DETALHE - No Quênia, parentes torcem por Obama
A reportagem publicada pelo Estado de São Paulo, dia 9 de janeiro, trouxe depoimentos dos parentes do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, no Quênia.
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Esta semana, foi publicado na Folha de São Paulo, dia 4 de janeiro, uma declaração suspeita do atual presidente (ditador? Foram eleições democráticas?) do Paquistão, Pervez Musharraf. Ele afirmou que o serviço de segurança do Paquistão não matou a líder da oposição Benazir Bhutto e voltou a acusar extremistas islâmicos ligados a Al Qaeda e baseados na fronteira com o Afeganistão. Essa declaração merece uma investigação maior, afinal, Musharraf conta com o apoio dos EUA e ambos eram contrários à ascenção de Benazir. Concluindo, ambos tinham interesse que ela saísse de campo e conseqüentemente, tinham a Al Qaeda como bode expiatório...
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Eleições nos EUA
Esta semana ocorreram as primeiras prévias para as eleições americanas. Vou fazer aqui uma análise geral, sem considerar casos isolados. Pelo que acompanhei nos jornais, foi um tanto surpreendente a ascenção do candidato democrata à presidência Barack Obama, negro e de origem africana e muçulmana. Acho que a mídia não contava com isso, mas ele tem despontado como preferência dos eleitores americanos. Também esperávamos que a própria Hillary tivesse um desempenho melhor. Mas, sinceramente, acho que ele não ganha. Nem ele, nem a Hillary. O eleitor americano ainda é muito conservador e não colocaria um presidente negro ou uma mulher na Casa Branca. Não sei, vamos ver. Uma coisa é certa: as pesquisas têm demonstrado uma preferência pelos candidatos democratas.
Em relação aos temas discutidos pelos candidatos, o início das campanhas foi focado, principalmente, na guerra do Iraque e a maioria deles demonstrou ser contra. Mas o que foi percebido foi uma preocupação dos americanos mais com a política interna, principalmente em relação a uma provável recessão ocasionada pelo mercado de crédito imobiliário. Após esta constatação, os candidatos têm direcionado seus discursos neste sentido.
As eleições americanas prometem ser um dos principais eventos do cenário internacional do ano de 2008. Afinal, os EUA são um país imperialista, capaz de interferir ativamente nos rumos das relações internacionais e na política interna de outros países, inclusive subjulgando organismos internacionais como a ONU e isso é um perigo. Quem sabe, se nas duas últimas eleições o presidente Bush não tivesse vencido, milhares de iraquianos e soldados americanos poderiam não ter sido mortos... Ou talvez o protocolo de Kyoto teria sido assinado e os problemas ambientais tomariam outro rumo. São somente suposições e como isso aqui é um blog pessoal, me considero no direito de fazer suposições, não quer dizer que estou certa, mas que no momento atual de minhas pesquisas é nisso que acredito. Entretanto, ainda estou “afinando” minhas opiniões... Gostaria que a mídia fosse mais incisiva em questionar as propostas para a política externa dos canditatos, não somente em relação ao Iraque, mas também nas políticas de imigração. Algo que ficou nítido, foi um caráter mais flexível dos democratas incentivando a legalização de imigrantes e promoção da inserção deles na sociedade americana e o caráter mais rígido e conservador dos republicanos, propondo a construção de muros e o estabelecimento de políticas mais restritivas.
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Mas sem dúvida a principal notícia desta semana foi a libertação pelas FARCs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) das reféns Consuelo Gonzalez e Clara Rojas, mantidas presas por seis anos na selva colombiana. Os detalhes desta prisão não preciso mencionar aqui já que todos os jornais estão falando. Mas em breve, assim que concluir minhas pesquisas, coloco um post aqui sobre alguns tópicos interessantes destes acontecimentos que ainda estou tentando entender.
Qual o significado do intermédio do presidente Chávez nesta negociação? (Significado oficial e real). Inclusive a primeira ligação feita pelas reféns ao serem libertadas não foi para o presidente de seu país nem para suas famílias, foi para o presidente Chávez.
O presidente Chávez deu a seguinte declaração: “As FARCs não deviam serem consideradas uma organização terrorista”.
Sendo assim, lanço algumas questões:
A – O que é ou deve ser considerada uma organização terrorista?
B – Sendo assim, as FARCs devem ser consideradas um organização terrorista?
C – Como o Chávez sustenta essa declaração?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Suicídio do Poema

O poema não tem nexo
começa a duras penas
no quarto escuro
no olho fechado
na chuva molhada
no vazio do nada.

O poema caminha
caminha... Pero Vaz?
Caminha?
salta letras e palavras
pula parágrafos
rebola entre os parênteses e as aspas
e implora
mais uma vez
para não morrer esquecido no verso da página.

Os versos contradizem
dizem, depõem e cospem nas palavras medíocres.

As palavras se afogam no mar das rimas
cismam que rimam
e que se entendem
mas no fundo, no fundo do mar
as palavras sobrevivem, brincam...
brincam e sorriem
e mais uma vez se afogam.

O poema morre na esquina
espichado, bêbado, suado e fedido
o poema fede
seu odor exala - o crime não compensa
não há cachaça que cure
a bebedeira do poema.

O poema não tem alma
é carne dura, crua, fétida
sangue coagulado
ossos de ferro
coração de gelo.

Observação: escrevi este poema (de péssimo gosto por sinal) há alguns anos. Gostaria de esclarecer que hoje não penso mais assim sobre o poema. Meus sentimentos e minha percepção mudaram muito sobre poemas. Hoje, tenho muita ternura e gratidão a eles. Escrevi este poema quando estava vivendo uma fase meio pessimista da minha vida. Mas passou. Espero que ninguém se sinta ofendido.

Povo da Terra

Especiarias em um mercado
Mulheres sofridas com os olhos fundos cabelos escorridos negros
O sol queima os pés daquela gente
Um ônibus de músicos peruanos se aproxima tocando gaita, bandolim
Aquela gente se aproxima
Quem é aquela gente?
Quem é aquele povo?
Quem somos nós?
Mais uma vez, cheiro de tempero, pimenta
vestidos e véus balançam ao som da música
De cima o sultão observa a cena perplexo
Cores, sabores, cheiros. Uma força que estremece.
Chega um carregamento de chá
A índia e a diversidade oriental
Vacas na rua.
Que Jesus Cristo, Allah tenham piedade de nós.
Amém

O tempo passa, voando, chorando, sorrindo ou cantando, tente escutar o tempo, cheirar e sentir o tempo. E a melodia virá com o vento.

Olá! Há algum tempo estou tentando arranjar tempo para registrar algumas coisas que escrevo em um blog. Mas sabem como é o tempo, ele passa, passa e quando nos damos conta... passou. Mas de hoje, não passa, pensei, mesmo que, ao passá-lo (o tempo) pensando, quando pensei, passou voando. E aqui fiquei.